quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Even now

[you know who]

Minha urgência fez versos. Guardei-os comigo para continuar caminhando nas linhas do poema que, ingenuamente, chamei de nosso. Tropecei incontáveis vezes no teu silêncio para perceber tal parvoíce: o nosso sempre foi meu. Doeu porque era óbvio e porque não era teu. A esperança, entretanto, ofuscou qualquer rastro de pesar durante muito tempo: quão doce é a amnésia dos apaixonados! O coração, embora ciente do fracasso, urgia uma resposta rápida (qualquer coisa que negasse a ausência de alternativas), mas a resposta nunca veio. As respostas nunca vêm e a fatalidade do "sentir em vão" fez das músicas do William Fitzsimmons - e não mais você - a melhor companhia para poetizar a existência...