[when you lose something you can't replace]
Meu pai não morreu. Embora assertar algo desta natureza mais pareça consequência da fase da negação de um luto ainda por ser trabalhado do que, propriamente, uma afirmação esclarecida e pautada no real, creio que seja a melhor forma de introduzir o que pretendo expressar neste breve relato.
Lutas, conquistas e aprendizados rodearam-no durante seus 62 anos. Se meu pai fosse um adjetivo, certamente seria guerreiro; até os últimos momentos demonstrou coragem e força, impactando-nos com tamanha vontade de viver! Se fosse um verbo, seria edificar; tanto no sentido de construir quanto no de induzir ao bem e à virtude. A casa em que moramos, nossa família, meu caráter: todos foram frutos da conjugação de sua existência. Se fosse um substantivo, seria amor; palavra que transcende qualquer explicação. E é esse amor, com o qual ele nos presenteou, que o faz permanecer vivo hoje...
